Um exercício para enxergar o que, como a sombra, vê-se bem na claridade, mas perde-se na penumbra.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

TEMPERANÇA

Ao sopro de algumas poucas palavras, entrelaçaram-se vidas cheias de espaços vazios.

Laçadas que estavam, em dois nós quase cegos, descobriram-se capazes de enxergar muito além das cegueiras do mundo e, assim, os nós... ah, os nós!, como em finas fitas de cetim, cada vez mais frouxos, em trança se laçaram.

Dança a trança, ao som das memórias comuns. Trançam olhares que juram o que de palavras prescinde. Doem as lanças que, perdidas, resvalam na corda da trança. Cansa. Dança na trança e amansa...e trança... ainda mais firme. Confiança.


Da corda fez-se o laço mais belo, o laço mais forte, um laço sem nó, tão firme quanto a trança que fez-se na dança... na dança das vidas que, agora, são cheias de espaços repletos, plenos.

Temperança...



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